domingo, 8 de maio de 2016

Meus filhos, desejo-lhes...

Aos meu lindos e queridos filhos
Arnóbio, Gabriel e Rafael

Desejo-lhes um dia feliz.
Desafiem alegres momentos
e relembrem os doces folguedos
do esconde-esconde de outrora.

Desejo-lhes um dia eterno.
Burlem a finitude inerente ao ser humano
e perpetuem-se na honestidade,
matéria-prima do viver em paz.

Desejo-lhes um dia de esperança.
Espanquem os medos intimidadores
e com a mesma bravura da inocente infância,
continuem a encantar os meus sonhos.

Desejo-lhes um dia de fé.
Ignorem os descompromissos com a verdade
e sejam fortes e justos no labor diário,
sempre fieis à própria essência.

Desejo-lhes um dia de sonhos.
Sonhem sem fugir da realidade
e recolham no abraço as mulheres amadas,
num pacto de alegria e de fidelidade.

Desejo-lhes um dia de crescimento.
Não se contaminem à arrogância do poder
e mantenham-se íntegros nas suas decisões,
dignos representantes de um sábio viver.

Desejo-lhes um dia de amor.
Não se filiem à desilusão do desamor
e cultuem o amar, pois HOMENS jamais serão,
se rejeitarem o amor em toda a plenitude.

Desejo-lhes, finalmente,
que nenhum fugaz momento
entristeça o fulgor deste dia.


Meu carinho, minha adoração.
Sua Mãe,
Sílvia Mota a Poeta e Escritora do Amor e da Paz
Rio de Janeiro, 15 de outubro de 2003
Reeditado em 6 de abril de 2017

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Como pássaros livres

Como pássaros livres

Quero-vos pássaros livres
livres tal livres pássaros
de livres voos, quero-vos.

Vincastes dentro em mim
a amarra umbilical
livres como livres pássaros.

Nascestes da gaiola em mim
livres como ouro em pó
preso ao furor do Mundo.

Voastes ao meu grito mudo
livres das leitosas tetas
que derramaram dor.

Hoje, viveis nesse céu aberto
trio de trilar travesso
luna m’era luna in luna.

Sorrides a peito hiante e nu
enquanto em mim
a morte avança triste e nua.

A cada dia um dia...

Aos meus filhos queridos
Sílvia Mota a Poeta e Escritora do Amor e da Paz
Rio de Janeiro, 29 de dezembro de 2011 – 17h14

Eu, enquanto Mãe: nasci por três vezes, numa vida


O início...
ostresbebes-poster



Eu, enquanto Mãe: nasci por três vezes, numa vida




Nasci no dia em que meu primeiro filho veio ao mundo.
Quem pariu quem, não consigo explicar,
tão unos em mistério!
Algo extraordinário aconteceu,
pois se antes simplesmente vivia,
naquele momento transcendi
o respirar vadio que não cria
e desvendei o esplendor da coexistência!
Ao depois, a desafiar o lógico e o ilógico
e a sublimar todas as quimeras
- criadora e criatura -
nasci por mais duas vezes!
A cada nascimento, emoção única e inigualável!
A partir de então, nunca mais morri...

Cada nascimento dos meus filhos foi, para mim, um "nascer" e não um "renascer".
Não sei muito como explicar sobre essa coisa enigmática, que é meu SER-MÃE...
Para renascer, algo precisava encontrar-se morto em mim.
Mas, não foi assim. Nasci, mesmo, a cada nova chegada!
E, de forma natural e mística, aquela nova vida, unia-se à pré-existente...

Chego a elucubrar que esta insólita sensação ocorra com outras mães.
Talvez, seja proteção antecipada... uma estratégia de sobrevivência,
para conviver sob o enlevo de tanto amor,
ao qual, nem de longe, suporta-se a possibilidade de um dia perder!

Quiçá, seja por tal razão - conseguir ser tantas vidas numa só -
que algumas mães consigam sobreviver à ausência dos filhos,
que partem, seja pelas sendas naturais do mundo,
que os leva em busca dos seus próprios caminhos,
seja sob a razão fatal de perdê-los à euforia da morte...

Não sei... não sei... mas, sinto pavor, incontido,
só por pensar na última alternativa...
Na realidade, a única tragédia para a qual
não consigo imaginar minha sobrevivência, sob juízo perfeito...




O depois...


Sílvia Mota a Poeta e Escritora do Amor e da Paz
Cabo Frio, 11 de novembro de 2009 - 10h42
Primeira estrofe reformulada em 8 de maio de 2010 - 17h10